Hoje, a minha reflexão está voltada para um dos grandes problemas da atualidade: a depressão.
Fico pensando nessa dificuldade de interagir com a realidade, de assumir as dores como algo natural e passageiro.
Penso nessa coisa do aceitar o que vem de fora como verdade e a tendência em absorver os golpes desferidos por terceiros.
Geralmente, com autoestima zerada, o indivíduo incorpora crenças e se submete a todo tipo de imposições até que, sem poder suportar, procura conforto e sobrevivência na tristeza profunda.
É como se encerrasse qualquer possibilidade de diálogo interno, qualquer compreensão para não sofrer ainda mais.
Olá
Bem-vindo a este blog, fico muito feliz com a sua visita. Receber amigos é algo que nos estimula e realiza.
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quarta-feira, 13 de março de 2013
terça-feira, 12 de março de 2013
Reflexões Matinais I
Bom dia, queridos leitores
Aqui, um dia chuvoso e frio.
Em minhas reflexões matinais pensei em nossa elasticidade para suportar os problemas.
As vezes, as dores, decepções e/ou frustrações nos esticam até um limite que parece insuportável.
Parece que vamos arrebentar por dentro...
Uma das funções do elástico é adaptação, porém quando colocado em uma situação de extrema tensão ele pode arrebentar, afrouxar, arremessar e até nos ferir por uma de suas pontas.
Nós também temos a adaptação como uma de nossas qualidades. Diante das diversas situações sempre procuramos o melhor caminho, a melhor estratégia, mas submetidos a constantes pressões e angústias, algumas vezes tomamos o caminho inverso da solução, ou seja, ao invés de nos colocarmos em posição de tranquilidade para melhor enxergar o todo, nos focamos em um ponto e nos esticamos ao máximo para alcançá-lo.
Já repararam como nessas ocasiões ficamos exaustos, com dores pelo corpo e como a nossa vontade transita pelos campos da explosão, da inércia (uma vontade louca de deixar pra lá), de jogar tudo pro alto e o da autopiedade, quando nos ferimos dia após dia, pensando no quanto somos injustiçados e sofredores?
Ainda em comparação com o elástico, podemos observar que uma vez destroçado não se pode consertar. A linha pode ser reutilizada, o cordão emendado... mas o elástico, não tem jeito: arrebentou precisa ser trocado.
Conosco acontece o mesmo. Quando a nossa elasticidade está comprometida o risco de depreções, estresse, fobias e até suicidios aumenta consideravelmente.
Porque perdemos a capacidade de nos mover dentro dos acontecimentos diários o nosso elástico interno explode em enfartos, AVC... Afrouxa em depressões... arremessa partículas de medos para todos os lados transformando nossa existência em uma grande onda de fobias.Em todos os casos a tensão se volta contra quem o estica, mas o suicídio ainda é seu ato mais doloroso, aquele que atinge o alvo. Não podemos esquecer que, quando nos permitimos sofrer em demasia o nosso único alvo segue sendo nós mesmos.
Pensemos no assunto:
Temos como opção continuar esticando nossos sentimentos dentro desse circuito ou escapar e traçar novos caminhos. O elástico só vale a pena ser esticado quando para nos impulsionar para novas conquistas. Nesse caso ele mantém sua flexibilidade, qualidade imprescindível para nossa saúde física, mental e espiritual.
Beijos
Obrigada por sua visita. Deixe seu comentário, ele é sempre muito importante e contribui para ampliar nosso campo de compreensão.
Aqui, um dia chuvoso e frio.
Em minhas reflexões matinais pensei em nossa elasticidade para suportar os problemas.
As vezes, as dores, decepções e/ou frustrações nos esticam até um limite que parece insuportável.
Parece que vamos arrebentar por dentro...
Uma das funções do elástico é adaptação, porém quando colocado em uma situação de extrema tensão ele pode arrebentar, afrouxar, arremessar e até nos ferir por uma de suas pontas.
Nós também temos a adaptação como uma de nossas qualidades. Diante das diversas situações sempre procuramos o melhor caminho, a melhor estratégia, mas submetidos a constantes pressões e angústias, algumas vezes tomamos o caminho inverso da solução, ou seja, ao invés de nos colocarmos em posição de tranquilidade para melhor enxergar o todo, nos focamos em um ponto e nos esticamos ao máximo para alcançá-lo.
Já repararam como nessas ocasiões ficamos exaustos, com dores pelo corpo e como a nossa vontade transita pelos campos da explosão, da inércia (uma vontade louca de deixar pra lá), de jogar tudo pro alto e o da autopiedade, quando nos ferimos dia após dia, pensando no quanto somos injustiçados e sofredores?
Ainda em comparação com o elástico, podemos observar que uma vez destroçado não se pode consertar. A linha pode ser reutilizada, o cordão emendado... mas o elástico, não tem jeito: arrebentou precisa ser trocado.
Conosco acontece o mesmo. Quando a nossa elasticidade está comprometida o risco de depreções, estresse, fobias e até suicidios aumenta consideravelmente.
Porque perdemos a capacidade de nos mover dentro dos acontecimentos diários o nosso elástico interno explode em enfartos, AVC... Afrouxa em depressões... arremessa partículas de medos para todos os lados transformando nossa existência em uma grande onda de fobias.Em todos os casos a tensão se volta contra quem o estica, mas o suicídio ainda é seu ato mais doloroso, aquele que atinge o alvo. Não podemos esquecer que, quando nos permitimos sofrer em demasia o nosso único alvo segue sendo nós mesmos.
Pensemos no assunto:
Temos como opção continuar esticando nossos sentimentos dentro desse circuito ou escapar e traçar novos caminhos. O elástico só vale a pena ser esticado quando para nos impulsionar para novas conquistas. Nesse caso ele mantém sua flexibilidade, qualidade imprescindível para nossa saúde física, mental e espiritual.
Beijos
Obrigada por sua visita. Deixe seu comentário, ele é sempre muito importante e contribui para ampliar nosso campo de compreensão.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Bondade: Benção ou Maldição
Estamos sempre ouvindo falar em amar ao próximo, em
ser bom, fazer o bem sem olhar a quem...
Fico pensando se estamos entendendo de forma correta o
que nos é ensinado no decorrer da vida.
Por causa de interpretações equivocadas muita gente
tem sofrido e muitas hão de sofrer.
Há uma forte tendência em achar que ser bom e ser bobo
são as mesmas coisas.
Vocês já repararam que existem inúmeras pessoas que
passam a vida toda cuidando dos outros e esquecendo-se de si mesmas?
Não estou falando daquelas que escolhem o voluntariado
como rota. Mesmo nessas condições se observarmos algumas delas vamos verificar
que possuem um histórico de tristezas e que foram levadas pela dor a cuidar de
outros. Mas sei que isso não é regra e não é sobre essas pessoas - que parecem
felizes com o que fazem - de quem eu quero falar.
Quero falar daqueles que passam a vida sendo vítimas
de suas culpas, de seus medos e crenças. Aquelas pessoas que aprenderam que
para ser aceito é necessário fazer tudo que está ao seu alcance e além para
agradar o outro.
Podem observar, tem gente que mesmo sendo traído,
magoado, vilipendiado continua ali, como se nada tivesse acontecido.
Normalmente são pessoas que vivem em constantes altos
e baixos. Por quê? Porque quando conseguem se levantar, alguém se aproxima pedindo
ajuda e, pronto: lá vai ele de novo. Até que ponto essa ajuda é bondade?
Aqui temos que fazer um aparte. Realmente o cidadão
quer ajudar, mas também existe embutida nessa ajuda a culpa por estar bem
enquanto tantos padecem, ou coisa do tipo: eu não quero que passe pelo que
passei. E quando abre os olhos já se deu mal novamente.
Conhece alguém assim? Qualquer semelhança é mera
coincidência...
Geralmente são indivíduos fracos, que estão sempre
ajudando alguém pra não ter que pensar em seus próprios problemas. Até porque na
maioria das vezes se acham pouco merecedores de sucesso.
Também é necessário entender que a ajuda prestada não
é totalmente desinteressada. Quando ele está na pior, e sempre termina na pior,
espera que o outro venha em seu socorro. Qual não é a sua frustração, o seu
sofrimento quando descobre que isso não acontece, ou pior, isso não vai
acontecer de jeito nenhum.
Ele se enreda na angustia, na desesperança e perde o
controle de vez.
É aí que entram as frases que eu citei no início do
texto.
Ser bom ou bonzinho se transformou em obrigação, mas
não se questiona o verdadeiro sentido da palavra.
Fui procurar o significado da palavra BOM no
dicionário Aulete digital. Achei:
1.
Que tende a uma atitude propícia, favorável na
relação com os outros seres; bondoso; generoso; magnânimo; benévolo, solidário.
. (uma boa ação, um bom coração)
2.
Que (coisa ou ser ou circunstância)
corresponde, em quantidade ou em qualidade, às necessidades, à expectativa, ao
que se tem como adequado e satisfatório para tarefa, função, funcionamento,
atendimento etc.
3.
Que demonstra
afabilidade, civilidade, que revela eficiência, que cumpre seu dever;
4.
Que tem validade, autenticidade; que se curou;
5.
Coisa agradável, prazerosa. Que agrada pelo
sabor, que é agradável ao paladar; saboroso; gostoso.
6.
De condições favoráveis; aprazível; agradável;
7.
Pessoa de valor em seu ofício ou profissão, que
é competente numa dada atividade.
Para a palavra BEM, encontramos:
1.
De modo bom e
conveniente;
2.
Sem falhas, com
acerto, em alto nível de qualidade;
3.
Com saúde,
bem-estar;
4.
Com nitidez,
distintamente;
5.
Com comodidade;
à vontade;
6.
De forma
correta, justa.
Como podemos notar, ser bom significa ter uma atitude
empática, favorável e de solidariedade,
na relação saudável com outros seres. É bom aquele que corresponde com qualidade
às necessidades e expectativas, aquele que se tem como adequado e satisfatório para
uma situação.
O dicionário fala ainda que essa relação ou
circunstância deve ser agradável, prazerosa, ou seja, ser bom não pode ser algo
que nos traga sofrimento. Quando fazemos uma ligação com a palavra bem, o
sentido fica ainda mais claro.
Ser bom é fazer o bem, logo, ser bom é fazer com
qualidade aquilo para o qual estamos preparados e de forma correta e justa. É
algo que, decididamente, nos deixa cômodos, à vontade conosco e com o outro.
Verificando a relação doentia que alguns indivíduos
mantêm por medo, culpa, baixa autoestima ou simplesmente incapacidade de dizer
não, vamos perceber que não há de fato uma relação de alto nível. O que ocorre
é uma ânsia de agradar de um lado e um comodismo ou aproveitamento do outro.
Não estamos aqui para julgar essa ou aquela conduta,
mas é sempre bom entender o que geralmente ocorre até como uma forma de
enxergar nossas próprias atitudes diante de determinadas situações que se
repetem de tempos em tempos. A religião nos passa a ideia de Bondade ligada ao
sacrifício, a Sociedade exige da bondade submissão. Para família o bom é
bonzinho e para os amigos, camarada, irmão, chegado...
E para o indivíduo em questão? Boa pergunta. Cada um
se sente de acordo com suas próprias angústias, o certo é que cansa.
E você, o que diz?
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