Hoje, a minha reflexão está voltada para um dos grandes problemas da atualidade: a depressão.
Fico pensando nessa dificuldade de interagir com a realidade, de assumir as dores como algo natural e passageiro.
Penso nessa coisa do aceitar o que vem de fora como verdade e a tendência em absorver os golpes desferidos por terceiros.
Geralmente, com autoestima zerada, o indivíduo incorpora crenças e se submete a todo tipo de imposições até que, sem poder suportar, procura conforto e sobrevivência na tristeza profunda.
É como se encerrasse qualquer possibilidade de diálogo interno, qualquer compreensão para não sofrer ainda mais.
Olá
Bem-vindo a este blog, fico muito feliz com a sua visita. Receber amigos é algo que nos estimula e realiza.
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quarta-feira, 13 de março de 2013
quarta-feira, 23 de maio de 2012
A mentira que não mata, nos fortalece.
Pois é, sabemos que a
mentira está em todo lugar, de boca em boca, desperdiçando talentos,
obnubilando inteligências e, o pior de tudo, destroçando a tranquilidade de
quem se vê como alvo fácil.
A definição de mentira,
segundo o dicionário: ludíbrio, falsidade, ilusão, engano propositado,
afirmação contrária à verdade – ou seja, nada de que possa se orgulhar aquele
que a profere. Mas há quem diga que a mentira nem sempre é crueldade, que
existe a “mentira caridosa”, que ajuda um doente, por exemplo, a seguir em
frente. Ajuda mesmo?
Esta é uma pergunta
pertinente, porque uma pessoa com doença terminal, que percebe seu corpo definhando a cada dia,
as dores aumentando apesar de toda a medicação, não poderia crer na fala de um
médico e/ou familiares quando dizem que não é nada grave, que ficará curado. Pode até, por
conveniência, aceitar, mas acreditar... Além
do que, essa mentira caridosa o impede de vivenciar fases importantes desse
momento (negação, raiva, negociação, depressão e aceitação), impedindo-o de
desabafar seus medos, resolver pendências, aproveitar o tempo que lhe resta com
os familiares, ou seja, ter um fim mais humano, mais consciente. De outra
forma, o indivíduo se sente enganado, angustiado pelo sentimento de piedade que
enxerga nos olhos de amigos e familiares e a dificuldades destes em manter a “caridade”.
Além dessa, existe
ainda outras classificações para o ludíbrio. A “Mentira de polidez” é como
botar panos quentes, aparar arestas para manter uma imagem. “Mentira política
ou patriótica” que serve entre outras coisas para apaziguar a opinião pública.
Sempre que aparece um vilão é necessário criar um herói para acalmar a Massa.
Alguns admitem a chamada “Mentira de honra”, utilizada para proteger o segredo
profissional que, entendida como ética profissional, não há engano, mas
preservação de imagem e confiança.
De toda forma, é fácil
perceber que a mentira foi institucionalizada, transformada em algo normal e
corriqueiro. Não é mais necessário um dia para brincar, fantasiar, iludir –
como o dia da mentira, criado quando mentir não era bem visto e até punido
socialmente. O homem de hoje está mais
afeito à ilusão que à verdade, todo dia é dia de iludir e/ou trapacear.
A maledicência se
tornou conveniente. De certa forma o mentiroso não age sozinho, para que seu
caráter destrutivo tenha valor é necessário que encontre a cumplicidade dos que
ouvem e propagam de diferentes formas e até mesmo daqueles que sabendo do
engodo, se omitem. Ao aceitarmos um “Você sabia?”, ou “Sabe fulano?...” já
estamos nos tornando cúmplices de uma difamação.
Penso que não seja
necessário falar das consequências, pois que a maioria de nós, senão todos, já
fomos expostos à situação constrangedora de ter que desmentir um dito a nosso respeito. Isso,
quando temos a oportunidade de nos defender ou alguém que o faça por nós caso
estejamos distantes ou impossibilitados.
Temos conhecimento das
consequências, mas nem sempre analisamos
(friamente) as causas. Arrastados, pelas emoções, queremos fuzilar o mentiroso
e não nos damos conta do quão infelizes eles são. Levados pela inveja, pelo ciúme,
ambição ou qualquer outro sentimento inferior, estão na verdade revelando uma
alma pobre, um complexo de inferioridade
tão exacerbado que necessitam ferir a outrem para aliviar a própria dor.
O indivíduo que mente,
tenta enganar a si mesmo, negar a existência de algo que lhe perturba. Como sua
autoestima é baixa e seus conflitos internos são insuportáveis, procura
transferir para outra pessoa o seu desequilíbrio. Ora, se ele não pode ter paz,
vai desorganizar a vida de alguém. Isso vai lhe dar uma sensação de realização,
agora é o outro e não mais ele quem sofre. Porém essa sensação é passageira,
sempre é porque o problema não está na mentira, propriamente dita, mas no mentiroso. Quanto
mais lama jogar no varal alheio, mais sujas suas mãos e roupas irão ficar,
porque ele pode até errar o alvo, mas a fonte de lama está nele.
Quanto a vitima,
algumas vezes não há como esconder a raiva, a sensação de impotência diante de
uma calúnia, por exemplo, mas a verdade sempre aparece e, embora os estragos
deixem marcas, a vida continua e os amigos permanecem. Enquanto isso o
mentiroso estará sempre preocupado em obter novas vítimas e em sustentar suas
mentiras até que alguém resolva que é hora de contê-lo legalmente.
Obrigada por prestigiar o meu blog. Volte sempre!
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sábado, 14 de abril de 2012
O medo de ser feliz.
Hoje resolvi falar sobre a dificuldade de ser feliz.
Algumas pessoas acreditam que não dá para ser feliz,
pois o medo e a incerteza nos acompanham, a violência nos aprisiona, a
ingratidão nos deprime, a traição nos desola e a falta de dinheiro nos limita. Mas
enquanto uns pensam assim, outros se divertem como podem. Riem, passeiam,
trabalham, vão às compras e acham que a vida é maravilhosa.
O que as tornam diferentes? O desejo de ser feliz!
Todos os dias, nos deparamos com pessoas angustiadas, sofridas que anseiam uma perfeição neurótica, enquadrada em padrões que não se coadunam com as exigências e expectativas do outro. Um sentimento que bloqueia nossas ações porque estamos sempre querendo fazer e controlar o máximo para desagradar o mínimo possível. Porém a sensação de que não somos aceitos é contínua por mais que nos esforcemos e nesse desejo onipotente de controle, nos tornamos exigentes e intolerantes.
Todos os dias, nos deparamos com pessoas angustiadas, sofridas que anseiam uma perfeição neurótica, enquadrada em padrões que não se coadunam com as exigências e expectativas do outro. Um sentimento que bloqueia nossas ações porque estamos sempre querendo fazer e controlar o máximo para desagradar o mínimo possível. Porém a sensação de que não somos aceitos é contínua por mais que nos esforcemos e nesse desejo onipotente de controle, nos tornamos exigentes e intolerantes.
Passamos a nos irritar com o comportamento alheio sem
perceber que o que nos irrita é precisamente aquilo que tentamos esconder em
nós.
Mas por que estamos sempre presos a essa negatividade?
Porque temos tanto medo de sofrer quanto de ser feliz. Pensar no mal faz com que, magicamente, afastemos
de nós o perigo além de esconder nossos ideais mantendo-os protegidos.
São crenças que adquirimos ainda muito pequenos, quando nos ensinaram que precisamos estar sempre atentos, que estamos a mercê da inveja e do desafeto dos nossos
inimigos. Por um lado esse tipo de pensamento é um bálsamo para o nosso
orgulho, afinal se algo não der certo, basta olhar para os lados e procurar um
bode expiatório, porém isso não aplaca nossa angústia. Ao arrumar um culpado
causamos em nós o sentimento de rejeição: se nos prejudicam é porque não somos
amados e fica cada vez mais difícil viver nesse mundo hostil que criamos. Isso
me faz lembrar uma historinha que ouvi.
Conta-se que na entrada de uma pequena cidade ficava
sempre um ancião, observando a paisagem e informando os motoristas que por ali
passavam. Certo dia foi abordado por um casal que queria saber como era a
cidade, pois pretendiam viver ali. O homem pensou e perguntou: ‘Como é o lugar
de onde o senhor vem? ’ ao que o motorista respondeu: ‘ infelizmente é uma
cidade feia, suja, as pessoas são incapazes de amar e respeitar umas as outras,
vai ser um alívio sair de lá’.
O ancião coçou a cabeça e respondeu: ‘Acredito que o
senhor não vai gostar daqui. Tudo que está querendo deixar pra trás é o que vai
encontrar aqui’.
Passados alguns dias outra família para e mais uma vez
o ancião é questionado. Faz a mesma pergunta ao motorista e recebe como
resposta: ‘ah, minha cidade é maravilhosa. Conhecemos muita gente, temos muitos
amigos... Vamos sentir saudades’. Ao ouvir isso o ancião abre um grande sorriso
e diz: ‘ sejam bem-vindos, vocês serão muito felizes aqui. Essa cidade é limpa
e hospitaleira’.
Um rapaz que ouvira as duas conversas perguntou, confuso, ao ancião. ‘Como pode ser isso? Para um, o senhor disse que a cidade
era ruim e para o outro que ela é maravilhosa... ’
O ancião, tranquilamente respondeu: ‘Eu não menti, nem
fui contraditório. Cada um dos homens que me abordaram terá da cidade a mesma visão
de mundo que carregam dentro de si’.
Pois é, meus amigos e amigas, cada um de nós enxerga a
vida com as cores que carrega consigo. O problema é que estamos sempre
procurando a combinação perfeita, a ordem perfeita, o indivíduo perfeito, um
mundo perfeito repleto de histórias com finais perfeitos, quando para ser feliz
é preciso apenas viver um dia de cada vez na simplicidade que a vida nos oferece.
Muito obrigada, por prestigiar meu blog.
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segunda-feira, 18 de julho de 2011
Autoafirmação
Eu sou burro(a), nada do que eu faço dá certo!Quantas vezes você diz isso por dia? Quantas vezes você afirma e reafirma falsas idéias a seu respeito?
O que você está tentando fazer: algo que conhece e lhe dá prazer ou tenta realizar o que está na moda ou que agrada a maioria?
A que apelo está atendendo: ao seu próprio ou do grupo ao qual pertence?
Muitas são as oportunidades e realizações, da mesma forma que diversas são as potencialidades humanas.
O que acontece, geralmente, é que um indivíduo com grande potencial para uma determinada área desvia sua atenção para outros campos mais lucrativos, mas que embotam sua criatividade, seus sentidos. Sem conseguir adaptar-se cria rótulos pejorativos para si mesmo.
O ser humano não é burro, ao contrário, é dotado de inteligência e poder criativo. Tem diante de si inúmeros caminhos ou escolhas. Todavia, não ouve sua interioridade. Age por impulso, interesses diversos e não mais inventa, descobre, inova... Faz cópias! Copia o que é comercial, o que traz “status”; copia o que faz o outro feliz na vã tentativa de preencher seu vazio existencial porque, despido do sentimento de autovalor, visa o que está fora, aquilo que lhe dá a ilusão de segurança, poder e sucesso.
A inteligência se sobressai na execução de uma tarefa que toca o homem em sua sensibilidade. Não há poder criativo onde não há envolvimento. O homem não é, nem está burro. O homem é levado pelas circunstâncias e está ausente de si mesmo, contrariando sua natureza, seus dons e vivenciando apenas o supérfluo, o momentâneo.
Ser inteligente não é saber tudo, conhecer tudo, ter todas as respostas, mas conhecer e respeitar suas limitações, saber aproveitar seus dons naturais. Ser inteligente é valorizar seus atributos, aperfeiçoar, buscar conhecimento.
Se o homem tivesse o poder de saber todas as coisas, não precisaria do outro, viveria sozinho, não desenvolveria o altruísmo, os sentimentos de amor e amizade. Vivemos em grupos também por conta de nossas limitações, interagimos aprendendo e ensinando, criando e vendo criar, porque se não construímos prédios, sabemos construir máquinas; se não sabemos costurar, sabemos cozinhar e assim por diante, servindo aos nossos propósitos e a serviço do grupo em que vivemos.
O que você está tentando fazer: algo que conhece e lhe dá prazer ou tenta realizar o que está na moda ou que agrada a maioria?
A que apelo está atendendo: ao seu próprio ou do grupo ao qual pertence?
Muitas são as oportunidades e realizações, da mesma forma que diversas são as potencialidades humanas.
O que acontece, geralmente, é que um indivíduo com grande potencial para uma determinada área desvia sua atenção para outros campos mais lucrativos, mas que embotam sua criatividade, seus sentidos. Sem conseguir adaptar-se cria rótulos pejorativos para si mesmo.
O ser humano não é burro, ao contrário, é dotado de inteligência e poder criativo. Tem diante de si inúmeros caminhos ou escolhas. Todavia, não ouve sua interioridade. Age por impulso, interesses diversos e não mais inventa, descobre, inova... Faz cópias! Copia o que é comercial, o que traz “status”; copia o que faz o outro feliz na vã tentativa de preencher seu vazio existencial porque, despido do sentimento de autovalor, visa o que está fora, aquilo que lhe dá a ilusão de segurança, poder e sucesso.
A inteligência se sobressai na execução de uma tarefa que toca o homem em sua sensibilidade. Não há poder criativo onde não há envolvimento. O homem não é, nem está burro. O homem é levado pelas circunstâncias e está ausente de si mesmo, contrariando sua natureza, seus dons e vivenciando apenas o supérfluo, o momentâneo.
Ser inteligente não é saber tudo, conhecer tudo, ter todas as respostas, mas conhecer e respeitar suas limitações, saber aproveitar seus dons naturais. Ser inteligente é valorizar seus atributos, aperfeiçoar, buscar conhecimento.
Se o homem tivesse o poder de saber todas as coisas, não precisaria do outro, viveria sozinho, não desenvolveria o altruísmo, os sentimentos de amor e amizade. Vivemos em grupos também por conta de nossas limitações, interagimos aprendendo e ensinando, criando e vendo criar, porque se não construímos prédios, sabemos construir máquinas; se não sabemos costurar, sabemos cozinhar e assim por diante, servindo aos nossos propósitos e a serviço do grupo em que vivemos.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Por trás de um grande homem tem sempre uma grande mulher...?
Eu sempre ouvi dizer que por trás de um grande homem tem sempre uma grande mulher. Essa frase sempre me incomodou muito e, nas vezes que falei desse incomodo, disseram-me que era a vaidade que não me deixava enxergar seu verdadeiro significado.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Por que desisto?
Essa é uma questão que surge com muita freqüência no meu consultório e em conversas com amigos.
Todos querem saber por que não conseguem levar adiante planos e ações. Começam e param no meio do caminho ou simplesmente fogem de qualquer tentativa.
Infelizmente não há uma resposta única. Cada caso é um universo, uma história diferente. Existem muitos motivos, mas basicamente todos possuem um mesmo agravante: o medo de se expor, de colocar em xeque suas dificuldades interiores.
sábado, 12 de dezembro de 2009
Hoje não quero falar de dor
Este pequeno texto escrevi há algum tempo, depois de ter me despedido de uma paciente. Era sua última consulta e ela veio para dizer da alegria em estar de volta ao mercado de trabalho, de conviver com amigos...
Hoje não quero falar de dor!
Hoje não quero falar de dor!
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