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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

O ódio



Ai, que ódio! Força de expressão que vai de um simples desabafo a um sentimento real, profundo e duradouro, um desejo de vingança futura.
Ao bradar "ai, que ódio!" - grito de guerra tipicamente, mas não exclusivo da alma feminina - há  certo prazer, um relaxamento posterior que, em se alcançando a calma, o equilíbrio, leva o indivíduo a rir de si mesmo. Não há intencionalidade, não há gosto amargo, apenas uma reação infantil e fugaz, como se estivesse fora do indivíduo.
Todavia, existe  outra entonação. Um sussurro grotesco, assustador denotando não mais um desabafo, mas uma interjeição. É um "estou com ódio!" ou um "eu odeio!", que exterioriza um amontoado de sentimentos e sensações confusas e reativas, abrangendo fatos de muitas ocasiões. Não há relaxamento posterior.
O indivíduo é tomado por extrema tensão que não se esvai com o passar do tempo, apenas se desloca de um motivo a outro, de uma criatura a outra.
Não há riso. O fel consome energia, empobrece as relações. O indivíduo se prende, voluntariamente, a seu desafeto, perde a coerência. É um masoquista se auto-flagelando, todos os dias, pela lembrança do passado. Odeia, não quer ver, porém não deixa de pensar no outro, carrega-o nos ombros e na idéia, dorme e faz as refeições com ele e lhe atribui força e poderes, pois tudo de ruim que acontece é por obra e graça desse odioso inimigo.
O odiento não se compraz - como afirma - com a desgraça do outro. Ri-se de imediato, é verdade, mas logo se martiriza por acreditar que o castigo ainda não foi o merecido. Não há satisfação, nem medida ou fim. O ódio é como uma cola resistente, não há como fazer uso sem se impregnar.
Dependendo do poder de adesão o indivíduo não consegue limpar-se sem causar lesões e as vezes é necessário usar emolientes de forma contínua e perseverante.
No caso do ódio os emolientes são o Amor e o Perdão.
Amar, aceitando o outro como ele é e, perdoar suas faltas, pela compreensão de que ninguém é perfeito.
O homem não pode despir-se de seus sentimentos, mas pode questionar-se quanto a eles:
- Onde me encontro hoje, livre das correntes do ódio ou, recalcitrante, insisto em estar amarrado (a) a alguém ou algo que me fez sofrer?

Artigo de minha autoria, postado inicialmente em http://www.webartigos.com/articles/14380/1/O-odio/pagina1.html. 
Imagem: fonte - http://www.photorack.net

37 comentários:

João Poeta disse...

Carregar o ódio dentro do nosso coração é penoso e, trazemos o inimigo sempre conosco, a nos martirizar nas nossas lembranças, o que pode trazer consequências desfavoráveis ao equilíbrio emocinal. Por isto, o melhor remédio é o perdão e o escquecimentodas faltas alheias para podermos viver em paz, sobretudo, conosco mesmos.
Um abraço
João

Histórias & Estórias disse...

Não devemos retribuir o Ódio pela Violência, mais lastimarmos o quanto perderam os odiosos por não fazerem o bem.(AD)

Leila Franca disse...

Oi Bel,

ótimo texto. O ódio faz mal a quem sente. Já ouvi falar que o câncer estaria vinculado a este sentimento. O ódio faz com que ocorram aqueles crimes devido a raça e religião. Ainda bem que tenho coração mole e perdoo facilmente, mas acho que tudo começa quando a pessoa fica remoendo um rancor.

bjs

Sissym disse...

Bel, veja que bonito o pensamento que compartilho com Goethe:

"A inveja e o ódio, mesmo se acompanhados pela inteligência, limitam o indivíduo à superfície daquilo que constitui o objeto da sua atenção. Mas, se a inteligência se irmana com a benevolência e com o amor, consegue penetrar em tudo o que nos homens e no mundo há de profundo. E pode mesmo acalentar a esperança de atingir o que possa haver de mais elevado."

Beijos

Claudine Ribeiro G. Netto disse...

Olá amiga Bel, excelente texto. O ódio não faz bem a ninguém, quem nutre este sentimento não vive, não é feliz e nunca vai ser. A pessoa que sempre nutre este sentimento por qualquer coisa que lhe aconteça deixa-a fraca emocionalmente corroendo-lhe seu ser e com isso vem as doenças e desgraças.

Bjão.

LISON disse...

Saudações!
Que Post Fascinante!
Amiga Bel, um texto excelente. Realmente enveredar por esse caminho é um processo de auto-flagelamento do espírito e da alma, e se deixar levar pela bestialidade humana.
Parabéns pela mensagem!
Abraços,
LISON.

Antonio Regly disse...

Ódio é o sentimento carnal que produz o desejo de fazer mal a alguém, ou desejar o mal a outrem. É expresso sob a forma de antipatia, desprezo e até chegar à violência. O combustível que alimenta e faz crescer o ódio é o ressentimento.
Uma pessoa pode passar a odiar outra a partir de uma atitude: uma agressão, humilhação, ofensa ou algo maior como um atentado à própria pessoa ou alguém da família ou círculo de amizades.

Shakespeare definiu o ato de guardar ressentimento "tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra." Nutrir ódio por alguém é alimentar-se do seu próprio veneno. O ódio é também um sentimento oposto à vida. Quando amamos, a vida tem um novo sentido; ganha brilho enos proporciona alegria, felicidade, paz, saúde.
Quando odiamos, perdemos o sentido da vida. Este é trocado pelo ódio, que passa a ser perseguido até à consumação do mal maior. Como nem todo mundo que odeia é assassino em potencial, e, por isso mesmo, não consegue assassinar, matar, fazer desaparecer de uma vez por todas a pessoa odiada, passa a ser - ela própria - a vítima desse ódio. A pessoa que odeia deixa de viver e desfrutar das coisas belas da vida. É semelhante a uma pessoa que descobriu que tem um câncer. O médico lhe propõe tratamento, pois está no início e pode ser erradicado. Em vez de aceitar, decide deixar como está, numa ilusão de que poderá conviver com ele sem que algo pior aconteça. A pessoa não vê, mas o câncer está lá, crescendo e se espalhando, até se tornar uma metástase. O mesmo faz o ódio com aquele que opta conviver com ele. Ao fim verá que destruiu-se a si mesmo, e só a si.

Amar, perdoar, não guardar ressentimento são as melhores opções. É tornar-se livre. É viver a vida.

Abraço do amigo,

Antonio

Rose Nakamura disse...

Bel

O texto é fascinante. O ódio causa mal a nossa saúde provoca doenças
é algo terrível em nossas vidas.

beijos.

Isabel Ruiz, disse...

É verdade, João. Aquele que carrega o ódio é o que sofre mais e ainda está sujeito a uma doença física.
Obrigada pela participação.
Abraços
Bel

Isabel Ruiz, disse...

Oi, Leila
Eu conheço pessoas rancorosas, que guardaram mágoas e ódios por anos a fio e que tiveram câncer. Vou falar sobre isso na próxima postagem, já estou quase terminando o artigo.
Obrigada amiga pelo comentário.
Beijos
Bel

Isabel Ruiz, disse...

Oi, Sissym
Profundo, como a maioria dos pensamentos de Goethe.
Obrigada, minha querida, por vir acrescentar conteúdo ao meu texto.
Beijos
Bel

Isabel Ruiz, disse...

Oi Claudine, obrigada pelo carinho.
Como você disse, aquele que odeia não consegue ser feliz. Culpa o seu desafeto e não percebe que está sendo seu próprio algoz.
Grande beijo, querida e, mais uma vez, obrigada.
Bel

Isabel Ruiz, disse...

Amigo, Lisonn, .
A maioria das pessoas não aprendeu a conversar, a "colocar as cartas na mesa" e passam a guardar um rancor mudo e surdo, aprisionado, crescendo e proliferando, transformando o indivíduo em uma arma que é detonada, inicialmente, nele próprio.
Muito obrigada por sua participação
Abraços
Bel

Isabel Ruiz, disse...

Olá, amigo Antonio.
Existem, realmente, muitas pessoas capazes de matar por ódio e outras capazes de morrer por ele, como existem aquelas que dizem odiar sem saber o porquê, como é o caso dos ódios que passam de geração a geração. O motivo não existe mais, muitos nem conhecem a história ao certo, mas o ódio existe como uma tradição. É a verdadeira doença da alma.
Obrigada pela atenção
Abraços
Bel

Isabel Ruiz, disse...

Minha amiga, Rose. Obrigada pela atenção de sempre.
Beijos
Bel

UMA MULHER disse...

Olá Bel:
Eu tenho uma outra forma de ver as coisas sabe?
Acredito que odio, só sai de dentro de nós quando conseguimos encarar. Em minha opinião, nós seres humanos, temos medo de olhar tanto para o odio ou a dor que ele nos causa, assim como para o amor e o prazer que ele nos causa. Tememos os sentimentos intensos, acreditamos que eles vão nos sugar...
Mas conheço pessoalmente o mal que o odio nos causa.
Fique na luz e na paz.
Parabéns...

Isabel Ruiz, disse...

Oi Vera,
Nas palestras que ministro eu costumo dizer que as pessoas não devem fugir dos seus sentimentos de raiva. Devem admití-los para que não se transformem em ódio. Para mim o ódio é mais que um sentimento, é como uma segunda vida que o indivíduo tem, mas que desconhece. Em meu consultório vejo ódio que é amor e amor que é ódio. Sentimentos confusos e extremos que não são reconhecidos. Você tem razão quando fala do enfrentamento, mas a pessoa só consegue quando conhece as suas limitações e as admite.
Obrigada, amiga, pelo comentário inteligente e de grande valia.
Beijos
Bel

Anônimo disse...

Olá!!!

Raiva é um sentimento ódio é emoção! muitas vezes expressamos o sentimento de raiva, até como um posicionamento em algumas situações, mas este sentimento é muito rápido, muito passageiro, e é onde devemos aprender a deslocá-lo para atitudes realizadoras, soluções concretas. Estas situações servem como oportunidades de exercitarmos a paciência, tolerância, empatia e compreensão.Mas o que leva à dor profunda é quando transformamos a raiva em rancor, em mágoas, em ódios que destruem nosso equilíbrio, nossa saúde física, emocional e até espiritual; o ódio, o rancor, a mágoa, são sentimentos que nos prendem à situação geradora da emoção.

Um abraço da Kacal.

Isabel Ruiz, disse...

Olá, Kacal. Seu comentário já está no blog.
Você cita, inteligentemente e no contexto, um trecho de um artigo da Psicóloga e Psicoterapeuta Ingrid Dalila Engel, onde ela compara sentimento e emoção.
Obrigada pela participação.
Beijos
Bel

Iúri disse...

Olá Isabel,

Você fez uma bela reflexão sobre uma interjeição que, às vezes, é comum a várias pessoas.

Eu particularmente não falo "eu odeio isso...", é um sentimento muito forte (e ruim). Prefiro falar "não gosto", ou "evito".

O sentimento que essa interjeição dispara faz uma tempestade dentro de nós, e dependendo do acontecimento, podem ocorrer reflexos ruins (alguns podem quebrar coisas, ofender pessoas, etc.).

O ideal mesmo é viver sob controle, amando e respeitando o próximo.

Parabéns pelo artigo!
Abraços.

Isabel Ruiz, disse...

Obrigada pelo comentário, amigo Iúri.
Eu acredito que o controle é bom quando você o tem por autoconhecimento. Sabedor de suas limitações, medos, desejos e força consegue seguir pelo caminho do meio, equilibrando as energias.
Infelizmente, a maioria de nós, vive sob um "falso" controle, obtido através das convenções, da religião (mal entendida), das opressões, enfim, um controle de fora para dentro e que leva o indivíduo a estourar (ou implodir) lá adiante. Digo isso com conhecimento de causa, porque vejo em pacientes essa dificuldade de lidar com as próprias emoções.
Mais uma vez, obrigada pela participação. Ela é e será sempre muito bem-vinda,
Abraços
Bel

Principe Encantado disse...

Quem carrega este sentimento dentro de si deve sofrer demais, poislhe traz muitos outros efeitos para sua vida.
Abraços forte

blogdacomentarista disse...

Bel, minha amiga! Que tema é esse? Difícil. Mas vamos tentar...

Seu texto está excelente e completo como sempre, com essa sua abordagem especial que nos leva a refletir bastante e que já aprendi a admirar.

Concordo plenamente com a sua visão do assunto.

Mas quero falar do outro lado da moeda. O odiado. Porque convenhamos, ser o alvo do ódio de alguém é desagradável para qualquer um de nós e ninguém está livre deste tipo de ocorrência, infelizmente.

Até porque algumas vezes não fizemos nada para provocar isso. A inveja, por exemplo, pode ser um fator desencadeador do ódio, quando alguns não suportam ver o sucesso alheio. Outro fator pode ser a contrariedade, quando outros não conseguem aceitar um "não", como resposta.

Mas sou obrigada a reconhecer que existem certas situações em que o odiado não ajuda em nada para aliviar o problema. Ele não se limita em abandornar alguém, faz isso de forma humilhante e com requintes de crueldade. Ou então, ao se ver alvo da inveja, aproveita para tripudiar sobre os vencidos.

E não adianta fingir que isso não está acontecendo, porque teremos sempre por perto um perseguidor implacável, sem falar na energia pesada jogada contra nós, esperando qualquer descuido para se fazer notar. Por isso que acredito que deveríamos colaborar de todas as formas para anular esta sintonia ruim.

Penso então que o antídoto para esse veneno que contamina tudo, passa como você disse pelo amor e pelo perdão de todos os envolvidos, e principalmente pela compreensão.

Tenho uma visão um pouquinho diferente dessa questão do perdão. Não gosto da idéia de perdoar, porque me sinto quando faço isso, como se me colocasse numa situação superior àquele que errou. E como posso me sentir superior a alguém se já errei tanto?

Então tento compreender, porque se consigo compreender, não sinto mais a necessidade de perdoar.

Desculpe se me alonguei.

Bjs

Denize

JORNALISMO ANTENADO disse...

Oi minha amiga Bel, demorei mais cheguei..rs
Bom ,o ódio é o pior sentimento que alguém pode sentir.Qualquer coisa pode desencadear a raiva, porém o ódio é poderoso e suas consequências podem ser desastrosas.Por outro lado é o sentimento mais próximo do amor, justamente por ser seu oposto, isso éque o torna perigoso, pois pode levar a crimes passionais como já escutamos tantos casos.

Engraçado voce falar da expressão "ai que ódio" , por normalmente quando a utilizamos normalmente estamos apenas com raiva.O ódio em sua manifestação é silencioso e imprevisivel.
Beijos no coração.
Márcia Canêdo

Lilian disse...

Olá querida amiga Bel,

Acabei por falar no comentário da amiga Denize, mas quero registrar que o texto que publicou é excelente e de alta qualidade. Concordo com o que expôs. É um assunto bem polêmico, mas necesário para aprendermos o que Deus espera de nós.

Parabéns pela postagem.
Carinhoso e fraterno abraço,
Lilian
Olá querida amiga Denize,

Sabe que concordo com tudo que escreve. Seu comentário etá excelente, mas queria falar somente uma coisinha em relação ao perdão.
Vôcê diz que se compreende, não precisa o perdão, e que, se perdoar, seria sentir-se superior. Disso discordo. Compreendeer é diferente de perdoar. Você pode compreender porque determinada pessoa agiu de uma forma errada, mas o perdão que oferece a essa pessoa, não significará que você é superior. Perdoar é um mandamento de Deus. "Perdoai , como eu vos perdoo" Jesus , que é Superior, ao perdoar não quis com isso, mostrar-se superior, daí não falaria para que nós também perdoássemos. O poder de perdoar é uma dádiva que Deus nos deu, nos transferiu para exercermos o ministério do perdão. Na Bíblia fala muito do perdão, então, acho, minha querida, que podemos perdoar sim, seguirmos os passos de Jesus e seus ensinamentos. É isso que Ele espera de nós, sem que para isso, nos sintamos superiores.

Em Mateus, Capítulo 6, versículos 14 e 15, encontramos o seguinte: "“ Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas" Esses versículos fazem parte da Oração do Pai Nosso que Jesus nos ensinou.

Amo vocês: Denize e Bel.
Carinhoso e fraterno abraço, Lilian

Ebrael Shaddai disse...

Oi Bel,

Que assunto!! Adoro tratar de temas em áreas humanas!!

Dizem que o medo é um mal conselheiro. Acho que o ódio é irmão do Medo. Sçao como fantasmas, seres que nós mesmo criamos e alimentamos. E nem sempre, no caso dos fantasmas, falo de forma figurada. Acredito sim que nossas emoções são capazes de se cristalizarem em formas-pensamento que, com o tempo e a força dada por seu criador, toma vida própria e se entranha no indivíduo, dominando-o.

Por isso, Jesus nos ensinou: "Vigiai e orai, para que caias em tentação!!"

Bjs Bel!

Madresgate disse...

Ola Bel

O texto apresentado em seu artigo, nos traz um assunto que muitas vezes refletem o que muito de nós sentimos em diversas situações em nossas vidas.
Jamais deveriamos optar por este sentimento para tentar de alguma forma resolvermos alguns de nossos problemas.
Passamos sim por situações difíceis e de conflito, e deveriamos a qualquer custo tentar resolvê-las de forma mais amigável.
Sabemos que nem sempre é possível, e mesmo assim o "ódio" devria ser uma opção descartada, pois suas consequências as vezes nos leva a perdas irreparáveis.
Belo artigo apresentado.
Um foete abraço
Mad

jefhcardoso disse...

Vim ver como vai você. O que anda fazendo, Izabel sempre muito atenciosa e amiga?

Artigo fantástico de sua autoria diga-se, Bel! Parabéns! Se a pessoa senta diante deste primor de texto reflexivo com alguma picuinha bem conservada, algum rancor bem cultivadinho, logo começa a se mexer na cadeira, pois você foi muito feliz em sua exposição. Abraço: Jefhcardoso do http://jefhcardoso.blogspot.com .

Isabel Ruiz, disse...

Obrigada, Principe.
Beijos
Bel

Isabel Ruiz, disse...

Oi, Denize. Não se preocupe, não se alongou, mas em todo caso gosto de respostas longas, principalmente quando são inteligentes assim.
É, vida de odiado é cruel... rsrss
Principalmente quando ele entra no clima, como você tão bem salientou.
Mas você já reparou que existem "odiados" que gostam dessa posição. É como se precisassem mostrar ao mundo o quanto são injustamente perseguidos... No fundo, são dois sado masoquistas algemados um ao outro. O que odeia se esforça por odiar mais, o outro em ser odiado e ambos se comprazem em fazer sofrer.
Quanto ao perdão, ouvi uma frase que Deus não perdoa, porque jamais se sente ofendido. Que perdão é coisa dos homens, cheios de melindres e que se ofendem por nada. Gostei muito da frase. Fez muito sentido, para mim.
Obrigada, amiga, por comentar;
Beijos
Bel

Isabel Ruiz, disse...

Olá, minha querida amiga Márcia.
Você tem razão, quando diz que a expressão "ai que ódio!" determina um sentimento de raiva e não verdadeiramente de ódio.
Fico sempre muito feliz com os seus comentários e, constrangida, venho pedir que você poste novamente no meu blog, pois na hora da moderação eu sem querer deletei.
Peço desculpas e reitero meu pedido de nova publicação.
Beijo grande
Bel

Isabel Ruiz, disse...

Obrigada, amiga Lilian. Sua participação é valiosa.
Beijos
Bel

Isabel Ruiz, disse...

Olá, Ebrael. Que alegria recebê-lo em meu blog. Você acertou quando chamou de fantasmas essas formas pensamentos, coisas e situações que criamos e que nos envenenam pouco a pouco.
Obrigada, amigo pela participação.
Beijos
Bel

Isabel Ruiz, disse...

Obrigada, Madresgate, seu comentário em meu blog, só vem acrescentar e me deixa muito feliz.
Beijos
Bel

Isabel Ruiz, disse...

Obrigada, amigo Jefh, pelas palavras carinhosas. Sua visita muito me alegrou.Volte sempre!
Um grande abraço
Bel

arte-e-manhas-arte disse...

Olá Bel!

Excelente o teu texto. O ódio é um sentimento pesado, avassalador. Penso que é um veneno para quem o sente e alimenta e só para essa pessoa, porque para o odiado passará ao largo se ele o ignorar.

De qualquer modo o ódio pode desencadear outros sentimentos mesquinhos, como a maledicência e isso já vai afectar o odiado, mesmo que seja só aos olhos dos outros.

Beijos
Luísa

Anônimo disse...

ler todo o blog, muito bom