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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Vencendo o medo de falar em público

As vezes somos chamados a falar em público e uma insegurança terrível abala nossa estrutura.

Mesmo conhecendo o tema, parece que todo o aprendizado se desfaz, começamos a andar de um lado para outro com um buraco no estômago que parece querer nos engolir.
Os pensamentos mais incoerentes passam por nossa mente: vamos esquecer o texto, não saberemos o que dizer, o público não prestará atenção ou, pior, vão rir de nós.
O corpo passa a sentir o peso desse medo. Suamos em bica, as mãos trêmulas parecem ter vida própria, não obedecendo ao comando do cérebro. Os intestinos ameaçam entrar em colapso e a nossa face se contorce no mesmo ritmo das cólicas.
É um horror!
Na manhã do fatídico dia, levantamos insone, pensando em arrumar uma boa desculpa para faltar. A cabeça lateja e o texto, em nossas mãos, lido inúmeras vezes, nos parece um estranho. Ficamos horas tentando lembrar apenas o título.
Muita gente já passou por isso, inclusive essa que vos escreve.
Eu me lembro da primeira vez que fui convidada a fazer uma palestra para um publico de mais ou menos 100 pessoas - para mim, naquele momento, comparável ao Maracanã em dia de decisão - eu tremi na base. Mas, atrevida, aceitei.
Tremi, primeiro porque o convite foi feito de forma deselegante. Seria um Simpósio com quatro palestrantes, sendo três renomados, com programas em rádio e eu (a famosa quem?), uma ilustre desconhecida estaria entre eles.
Fui esclarecida de que faria a primeira palestra depois do almoço para que não me faltasse público.
Devo dizer que todos os sintomas acima descrito foram retirados, também, da minha experiência, portanto qualquer semelhança não é mera coincidência.
No dia da palestra, levantei cedo - preciso contar que não dormi? - Meu café da manhã foi a base de frutas.
Cheguei cedo para assistir (masoquista) as primeiras palestras.
Era o primeiro dia do horário de verão e o salão estava vazio e o importante palestrante muito nervoso.
Puxa, os motivos não eram os mesmos, mas eu não tremia sozinha...
Já estava ficando tarde e resolveram que ele falaria para a meia dúzia de gatos pingados. Indignado, ele foi redundante, desagradou, criou polêmica e se recusou a responder perguntas.
O segundo palestrante, assustado, foi prolixo e fez a pequena platéia dormir. Lembro-me de ter cutucado minha mãe várias vezes. Vocês não pensaram que eu deixaria minha família de fora. E se não tivesse ninguém para me ouvir?
Veio o almoço e não consegui comer. Meu marido alertou que o microfone poderia registrar o ronco do meu estomago. Pedi uma saladinha. Mas estava tranquila, afinal se os famosos não tiveram público, a desconhecida "eu" não teria também.
Surpresa! Cheguei  e o salão estava lotado. Pensei em correr, mas as pernas se recusaram. Pensei nas aulas de oratória, nas pequenas palestras para público conhecido, respirei fundo, ergui a cabeça e fui para o cadafalso. Incrível como até o microfone me lembrava uma forca.
Nos primeiros cinco minutos agarrei o microfone tão fortemente que não sabia se o largaria algum dia. Não sei dizer quando comecei a relaxar. Talvez tenha sido quando uma bondosa senhora - juro que não foi a minha santa mãezinha - riu de uma gracinha que fiz para descontrair.
Terminei a palestra e recebi o carinho da platéia que nem percebeu meu nervosismo inicial.
A partir daí tenho feito várias apresentações em público. Sempre sinto o friozinho na barriga, mas já consigo lidar com ele, inclusive dando aulas de oratória.
Por isso, pensando nas pessoas que sofrem ao ter que falar em público é que me proponho a postar um mini curso de oratória.
A partir de amanhã, teremos no blog pequenas aulas de como se apresentar e disfarçar o nervosismo, vencer a timidez etc. No final, aqueles que responderem a um pequeno questionário receberão um comprovante de participaçao do blog.
Até lá!

9 comentários:

Principe Encantado disse...

Certeza do que estar falando, conhecimento de causa,são ingredientes para se apresentar em público, pois com eles nos sentimo confiantes.
Abraços forte

Elaine disse...

Olá Isabel! Excelente essa postagem! Adorei!Descrição perfeita do que algumas pessoas sentem antes de encarar o público. Relembrei meus tempos de universidade...Confesso que atualmente sinto um friozinho na barriga e tenho insônia, mas considero controlável.Gostei da parte do cadafalso...heheh...Sei bem como é a sensação! Abraços

JORNALISMO ANTENADO disse...

Minha querida Isabel,lendo esse post, me lembrei de a um ano atrás quando em formei e eu com uma amiga que leríamos a homenagem aos pais ausentes em nossa colação de grau. Sabe aquela sensação de você estar no dia que voce considera o mais importante da sua vida, com toda a sua familia,amigos,conehcidos, familiares e amigos de 40 alunos, superlotando um teatro? Bom foi assim mesmo. Confesso que fora a emoção do dia, de estar homenagiando meu pai já falecido, eu tive muito medo de travar na hora, da garganta fechar e não conseguir ler o texto que eu mesma escrevi e chorei tantas vezes relendo aqui em meu computador. Na hora que nos chamaram eu não via nada na minha frente,não consegui enxergar minha mãe na segunda fileira do teatro, mas lí todo o texto pausadamente, parando para olhar a platéia(mesmo sem conseguir me focar em ninguém), com a voz embargada de emoção, mas consegui não me debulhar em lágrimas ,que era o meu medo..rs
Nossa acho que ali foi uma prova de fogo, acredito que sempre ficarei nervosa quando tiver que falar para um grande público, mas acredito que igual nesse dia impossível.
Beijos viu e acompanharei suas dicas com certeza!
Márcia Canêdo

Isabel Ruiz, disse...

Obrigada, Princípe. Sua participação é sempre muito importante.
Beijos
Bel

Isabel Ruiz, disse...

Obrigada, Elaine. Seja sempre bem-vinda a esse blog. Seus comentários são recebidos com muito carinho.
Beijos
Bel

Isabel Ruiz, disse...

Oi Márcia.
Você como sempre uma grande amiga. Lendo, comentando, incentivando.
Obrigada, querida.
Resolvi postar essas dicas para os que estão começando porque sei o quanto é difícil, para os tímidos, se soltarem. Estou preparando uma "certificado" bem legal para os que ficarem até o fim, é só uma lembrança do blog, mas...
Se tiver alguma dica que eu não citei, fique à vontade para falar. ok
beijo grande
Bel

Anônimo disse...

Ótimo, eu encontrei o que eu estive olhando para

Anônimo disse...

Estive pesquisando na Internet tentando encontrar idéias sobre como obter o meu blog pessoal codificado, o seu atual estilo e tema são maravilhosos. Você código de sua própria ou você contratar um programador para fazê-lo para você pessoalmente?

Isabel Ruiz, disse...

Olá,"Anonimo", obrigada por visitar meu blog. Que bom que você gostou.
Eu mesma fiz com base em templates gratuitos que encontrei na internet. Se você observar no final da página verá os créditos. Infelizmente meu conhecimento nessa área é limitado e o pouco que sei foi numa espécie de tentativas, erros e acertos. (risos).
Quando você fizer seu blog me avisa que irei visitá-lo. Logo estarei atualizando meus blogs.
abraços